Nossa missão
Ajudamos famílias a se tornarem narradores da sua própria história
A Egrégora nasceu da convicção de que o que não é registrado, com o tempo, se perde. Estamos aqui para que isso não aconteça com a sua família.
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De onde viemos e por que fazemos isso
A Egrégora foi fundada em Salvador por um grupo de pessoas que, ao chegarem aos 40 e 50 anos, percebeu que muito do que os genitores e avós faziam — as formas de reunir a família, os rituais de celebração, as histórias contadas à beira da cama — estava se diluindo sem que ninguém tivesse tomado nota.
Não havia vilão nessa perda. Havia simplesmente o ritmo da vida contemporânea, que não deixa espaço para o tipo de conversa em que uma geração transmite à outra o que considera valioso manter. Decidimos criar esse espaço.
O nome Egrégora vem de um conceito antigo: a ideia de que um grupo coeso, reunido em torno de um propósito compartilhado, gera algo maior do que a soma de suas partes. É exatamente isso que tentamos facilitar nas famílias com quem trabalhamos.
Desde 2019, atendemos famílias em Salvador e região, conduzindo oficinas, acompanhamentos e programas anuais que resultaram em centenas de cadernos impressos e em histórias que agora têm onde morar.
Nossa Missão
O que nos move
Nossa missão é simples de enunciar e longa de realizar: apoiar adultos maduros a registrar, organizar e transmitir as práticas culturais da sua família de forma que façam sentido para as gerações que virão.
Não somos terapeuta de família, nem escritório jurídico, nem consultoria financeira. Trabalhamos em um campo específico — o das práticas, rituais e narrativas familiares — e procuramos fazê-lo com profundidade e cuidado.
Acreditamos que cada família tem uma gramática própria: modos de festejar, de resolver conflitos, de receber visitas, de marcar passagens da vida. Essa gramática raramente está escrita em algum lugar. O nosso trabalho é ajudar a família a escrevê-la — e a decidir o que quer fazer com ela.
"Uma família que sabe de onde veio tem mais recursos para decidir para onde quer ir."
— Fundadores da Egrégora
Equipe
Quem conduz os programas
Cada orientador da Egrégora passou por formação específica em facilitação de práticas culturais familiares e trabalha com atenção à diversidade de arranjos e histórias familiares no contexto baiano.
Mariana Rocha
Fundadora e Facilitadora Sênior
Pesquisadora de memória e práticas culturais familiares há mais de quinze anos. Conduziu mais de 80 oficinas em Salvador e no interior da Bahia.
Carlos Teixeira
Orientador de Continuidade
Especialista em narrativa oral e escrita para famílias. Orienta as séries de acompanhamento com atenção particular às gerações mais jovens da família.
Lívia Santos
Orientadora e Editora de Cadernos
Responsável pela edição e produção dos cadernos impressos entregues às famílias ao final de cada oficina. Atua também como orientadora nos programas anuais.
Padrões de Trabalho
Como conduzimos nossos programas
Confidencialidade estrita
Todo o material produzido nas oficinas e encontros pertence exclusivamente à família participante. Nenhum conteúdo é utilizado para outros fins sem autorização escrita.
Acordos prévios por escrito
Antes de qualquer programa, formalizamos um acordo claro sobre escopo, materiais, entregas e responsabilidades de ambas as partes.
Facilitadores formados
Nossa equipe passa por formação contínua em facilitação de grupos, narrativa familiar e metodologias de registro cultural — sem sobreposição com áreas regulamentadas.
Materiais de qualidade editorial
Os cadernos e periódicos produzidos seguem padrões editoriais definidos — papel, tipografia, encadernação — pensados para durar décadas nas estantes das famílias.
Escuta sem julgamento
Nosso papel é organizar e facilitar, não avaliar ou recomendar mudanças na dinâmica familiar. O que a família decide preservar é inteiramente escolha dela.
Proteção de dados pessoais
Tratamos os dados pessoais compartilhados nos programas em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com política de retenção mínima e acesso restrito.
Valores e Perspectiva
O que acreditamos sobre famílias e tempo
Há uma diferença entre uma família que conhece sua própria história e uma que não conhece. Não é uma diferença moral — é uma diferença de recursos. Quando as gerações mais velhas conseguem articular o que construíram ao longo da vida e transmitir isso de forma organizada, a geração seguinte começa com um ponto de apoio que, do contrário, levaria anos para encontrar por conta própria.
Trabalhamos com adultos a partir dos 40 anos porque é nessa fase que a maioria das pessoas começa a perceber que o tempo passa em velocidades diferentes do que supunha. Os pais envelhecem. Os filhos crescem e se afastam. As reuniões de família ficam mais esparsas. É precisamente nesse momento que o registro deixa de ser algo abstrato e passa a ser urgente — não no sentido de crise, mas no sentido de que há uma janela.
A Egrégora não vende uma solução para a passagem do tempo. Oferecemos um processo estruturado para que as famílias usem bem o tempo que têm para fazer esse trabalho. Nossas oficinas, séries de acompanhamento e programas anuais são desenhados para respeitar o ritmo de cada família e para produzir resultados concretos: um caderno que ficará na estante, um conjunto de encontros que terão deixado algo registrado, uma conversa que teria demorado mais dez anos para acontecer de outra forma.
Sediados em Salvador, temos a Bahia como contexto de fundo de tudo que fazemos. A diversidade de arranjos familiares, de origens, de tradições religiosas e culturais que caracteriza o Nordeste brasileiro está presente nas oficinas que conduzimos. Isso não é tema de conversa — é parte do ar que se respira quando trabalhamos com uma família daqui.
Próximo Passo
Converse conosco sobre o que sua família quer preservar
Uma conversa inicial não cria qualquer compromisso. É apenas uma oportunidade para entender se a Egrégora é o lugar certo para o que você tem em mente.
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